Nos últimos dias, tirei (finalmente) meu título de eleitor, aos 16 anos, ansioso para que 2010 chegasse logo, assim eu teria a chance de exercer meu direito cívico, agora sou um cidadão. A sensação é muito diferente de ter os lábios tocados por uma mulher pela primeira ez, ou ganhar seu primeiro aparelho de barbear. É ter o poder de escolher os meus representantes!
Agora, falando sério, puta merda, vá tomar no olho do cu: tô fodido!
Eu sempre quis votar. Mas não estou exercendo meu direito uma vez que não tenho verdadeiras opções em quem votar. Essa é a questão. Pelas minhas idéias de esquerda, tenho certa vontade de me filiar ao PSOL, visto que o PCdoB não tá lá essas coisas desde muuuuito tempo atrás. Mas, em quem votar para presidente, é a menor das minhas preocupações.
2006. Aqui, no Ceará, muitas coisas aconteceram, ano de eleição para governador. Eu ainda nem votava, tinha uns 13 anos. O governador era o tucano Lúcio Alcantra, seu oponente principal o atual governador (que venceu de lavada em primeiro turno) Cid Gomes. Minha família materna votaria a favor do candidato do PSB, Cid, na época prefeito de Sobral. Minha família paterna apoiava Lúcio. No início, Lúcio era apoiado por Tasso Jereissati (o pior picareta, bandido e salafrário da história da política cearense) e Cid por seu irmão (Ciro Gomes, que anunciou ontem que pensava em se aposentar da vida política) com apoio do PT. Tasso largou Lúcio, e logo Cid tinha: CIRO, TASSO e PT como apoio. Venceu fácil, todo mundo ficou feliz. Era uma nova esperança surgindo no paldo da política cearense.
Logo nos primeiros meses um escândalo: Cid usa dinheiro público em viagens com a sogra para o interior. No intervalo de tempo do escândalo da sogra até sua última: deixar na ilegalidade a greve de professores da rede pública. Até mesmo uma gratificação que é lei federal destinada a professores o Governador "bloqueou".
Boatos de que Tasso Jereissati se candidataria para o cargo de governador. Boatos de que Ciro Gomes se candidataria à presidência. Vamos supor que esses boatos sejam verdadeiros. Cid sem o apoio de Tasso perderia alguns votos. Se Ciro for realmente se candidatar, Cid também perde o apoio do PT, que lançaria chapa única no Ceará. Aí a coisa realmente complica.
O que me salva? Bem, o PSOL não teria a menor chance, mas já o presidente do partido no estado, Renato Roseno, anunciou que haverida chapa completa do PSOL nas eleições 2010. Pelo menos poderia votar e dormir à noite.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O verdadeiro poder.

Muitas vezes olhamos para um político e dizemos: "esse cara é poderoso". Mas, na verdade, nesses tempos de hoje, qual seria o poder?
O verdadeiro poder se resume em convencer as outras pessoas de que o que você fala é o certo. Um bom exemplo disso é o de Hitler. A Alemanha estava fodida, a economia praticamente na mão dos judeus. Então o bigodinho disse que a raça ariana era superior e o resto da história todos nós já conhecemos. O que importa foi que ele convenceu várias pessoas de que estava certo e não forçou.
Vou usar um exemplo que meu professor de filosofia disse: fulano quer que ciclano faça algo, mas fulano não quer, então ciclano mete a porrada no fulano que faz o que ciclano queria, mas na hora que puder o fulano vai trair o ciclano. Mas agora se ciclano convencer o fulano a fazer aquilo fulano faz com orgulho. Meio confuso, porém, uma boa forma de explicar. Eu acho.
O poder do argumento é maior que a força bruta. Conquistar é mais eficaz que forçar. O carisma e a coveniência ajuda bastante nisso.
No Brasil o maior poder não está nas mãos do governo, mas sim nas mãos da imprensa. Para ser mais exato nas mãos da Rede Globo. Roberto Marinho, enquanto vivo, praticamente mandava no Brasil. Só lembrar das eleições em que a globo transmitiu somente uma parte do debate para presidência, favorecendo apenas um candidato. O resultado? Fernando Collor no poder.
O povo só tem opinião sobre aquilo que conhece, e só conhece aquilo que lhe é transmitido. Hoje há alienação como novelas e programas como Big Brother Brasil, onde deixam pessoas trancadas numa casa para se divertir e, no fim, um dos paricipantes ganhar uma boa quantia de dinheiro. Você liga, vota, participa de comunidades no orkut e a porra toda, E para quê? O cara em que você votou vai dividir o dinheiro contigo? Se quer ver "o show da vida" comece a perceber seu cotidiano.
Na ditadura militar houve a censura. O nível das escolas públicas caiu. Tudo isso para quê? Para deixar o povo burro. A diferença é que naquele tempo as pessoas tinham a cabeça no lugar. Hoje não. Nem se dão conta de como são manipuladas. A novela das oito transmitida na TV Globo é o programa que mais rende audiência no Brasil, ou seja, o que manipula mais. E as pessoas nem se dão conta disso. Ficam felizes até. Tenho pena dessas pessoas.
Muitas pessoas não gostam e até consideram uma alienação. Sou leigo e não tenho o direito de falar sobre isso, jamais vivi, mas li um pouco e venho com a cara de pau para falar sobre o funk carioca. É uma linguagem do povo para o povo, só entende quem vive. É a realidade retratada pela música e julgada por quem não entende nada. Dizem que o funk faz apologia a drogas e violência. Mas é apenas o cotidiano de pessoas que são obrigadas a conviver com isso porque o governo está falho e não pensa em investir na educação para abolir a marginalidade.
Vamos supor que uma garota foi estuprada. Agora devemos ouvir a versão do estuprador, certo? Afinal, ele é inocente até que se pro o contrário.
"Eu tava andando quando ela começou a olhar para mim. Começou a me provocar, falando de jeito sensual e tudo o mais. Dava tudo a entender que queria ficar comigo. Tentei resistir, mas que homem realmente conseguiria? Então ela diz que não quer e dá as costas. FIquei desesperado, louco, insano. Não sabia o que estava fazendo. Quando dei por mim eu já estava por cima dela. Tentei me controlar mas não consegui! Se ela não tivesse me provocado na disso teria em acontecido. Ela insinuou que queria algo comigo e eu acabei faltando ao trabalho e fazendo algo horrível. Que Deus me perdoe e que cuide dela."
Algo realmente comovente, não? Agora imagine num jornal, se você jamais souber da versão da garota estuprada, você simpatizaria com o estuprador?
Há um filme que se chama O Quarto Poder, com Dustin Hoffman e John Travolta. No filme um porteiro burro foi demitido de um museu em que um repórter sensacionalista estava com a equipe de transmissão. O porteiro saca uma arma e um circo é armado. Ele queria o emprego de volta e, mesmo sme querer, acaba fazendo um grupo de crianças como refém. Então o repórter, vendo à frente a oportunidade da sua vida, começa a criar todo um circo. Faz com que o porteiro demitido seja um herói, mas logo essa imagem começa a despencar. Mostra bem como a opinião pública pode ser manipulada e também como é frágil. Existem vários filmes desse tipo, um deles seria Um Dia de Cão.
Nas últimas eleições de 2006 para a presidência da república o povo se mostrou capaz de enchergar além da tela de uma televisão. Foi clara que a Globo não queria a reeleição do Lula. Durante as eleições todo o sensacionalismo global estava direcionado a tudo de ruim que aconteceu no mandato do presidente. E ainda teve a cara de pau de colocar a minisérie JK no ar, onde retratava a vida de Juscelino Kubitschek como um político perfeitoe honesto, tudo isso fazendo campanha indiretamente para o tucano Geraldo Alckmin.
Naquela épocaE se a Globo tem o poder de manipular as pessoas imagine a religião. Séculos atrás não havia televisão, mas havia a "palavra de 'Deus'", que embriagava e embriaga até hoje mentes sem o ceticismo, porém com o temor, de indagar a existência de seres da terra do faz-de-conta. um padre era alguém com ligação direta ao tal "Deus". Hoje nós podemos ver gente dando tudo o que tem para a igreja porque o pastor diz que o Senhor quer assim. O meu ovo esquerdo, esses merdas só querem enganar pessoas sem educação.
Quantas vidas não seriam salvas se fossem realizadas as pesquisas com células-tronco? Milhares! Mas não, a religião não permite, taí para atrapalhar a vida de várias pessoas. Um menino com câncer e os pais não tratam porque é a vontade de Deus e os médicos são demônios. Poupe-me.
O dinheiro. Talvez esse seja um dos maiores poderes que se pode existir. Comprar amigos influentes, se tornar influente. Hoje o preconceito é puramente financeiro. Se o cara é homofóbico vai tratar igual o cara que é gay e é dono de uma empresa multinacional e um outro cara gay que é zelador do prédio? Creio que não. Com dinheiro pode-se comprar a opinião. Subornar um diretor de televisão e conseguir se eleger através da mídia é possível. Por mais que a imprensa influencie e forme a opinião das pessoas, o dinheiro as compra. Um cara sem muito dinheiro vê que político X tem boas propostas, parece honesto e tudo o mais, resolve votar nele, mas se vem político Y e solta o dinheiro, querendo comprar o voto, em quem que o cara vai votar?
Educação é algo que se vê o resultado a longo prazo. Não dá voto. E mesmo se desse, a população ficaria mais esperta, o nível de intelectualidade aumentaria, as pessoas saberiam em quem votar. Fariam boas faucldades e conseguiriam bons empregos. Não precisariam vender os votos. E o político que quer mamar no governo fica na merda. Educação melhora e diminui a marginalidade. Acabaria com as promessas de políticos como dar empregos, iminuir a fome, etc. No fim, seria péssimo para a chamada politicagem. E o pior é que no Japão, após a guerra, tava fodido. Ajeitou a educação e em menos de 50 anos já estava entre as grandes potências mundiais.
"Os fins justificam os meios", já dizia Maquiavel. E se o seu objetivo é chegar ao poder não importa o que você faça, só importa quando já estiver lá em cima. Não é assim que tem que ser?
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