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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A vida.

Sentado numa cadeira de plástico, na calçada de sua casa, apenas observava o movimento dos carros na rua. Cabelos brancos, lembrava-se do tempo de menino que tudo aquilo era terra batida.

Lembrava-se dos amores que houve ao longo de sua vida, de quando se é criança e a única preocupação que existe é ser flagrado espiando a vizinha tomar banho, lembrava-se de quando era jovem e o mundo parecia estar na palma de sua mão, e até quando já era adulto e estar com a mulher e os três filhos era a única felicidade existente.

Hoje era apenas um velho.

Imaginou como teria sido a vida se tivesse ido atrás do grande amor, não ter largado a faculdade para cuidar da família e hoje ser um homem bem sucedido.

Então o gosto dos bolinhos de carne que sua avó fazia lhe vieram à memória, de como sua mãe era preocupada e reclamava de ele estar magro demais.

O bigode de seu pai acima do sorriso amoroso.

O primeiro beijo, o primeiro amor.

A formatura de seus filhos.

A morte de sua mulher.

A vida. Apenas a vida.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

E esses religiosos...

Pois é, meus caros amigos, outro post relacionado à minha descrença no homem invisível que vive no céu molestando anjinhos pelados.

Hoje, como ocorre mensalmente, foi dia de uma palestra cristã. Mas, acredite, dá de mil a zero em muitos stand-up que rolam no YouTube.

Não houve a primeira aula em conta disso, coisa que realmente não lamento, física realmente é um saco. Mas enfim, todo mundo indo pro auditório, conversando, trocando papo e tudo o mais. Ao chegar lá foi a mesma coisa de sempre, o mesmo sermão que nunca muda.

Então tinha um cara lá que daria a palestra. Me pergunto como a escola permitiu que uma pessoa de intelecto mínimo dissesse algo para os alunos. Mas os erros de português que soltava freqüentemente não foi o que demonstrou sua capacidade mental, mesmo provavelmente não poossuindo tanta massa encefálica assim.

Começou falando das merdas de sempre: Deus é vida, isso, aquilo. Beleza, até aí tudo bem. Mas então começou a dizer asneiras que, puta merda, ele deveria ser preso! Veio com um papo de que a ciência só existe para comprovar que há um deus, que a teoria do que ele chamava de "bígui bângue" era falsa, era apenas teoria. Que o homem "não é evolução do macaco", e, a pior coisa que já ouvi nos meus 15 anos de vida: A BESTA QUADRADA FALOU QUE AS CÉLULAS DO CORPO SÃO INCAPAZES DE SE DIVIDIR!!!

Esse merdão falou isso, juro, por incrível que pareça, que falou! É, eu sei que é uma coisa meio absurda, mas estou apenas relatando os fatos. E o fato é que tive uma enorme crise de risos com isso, que por sorte consegui abafar.

É impressionante, cada merda que me aparece na vida...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pérolas de crentes no Orkut.

É, eu sei, meus caros leitores que acompanham meu humilde blog (se é que alguém ler isso), eu geralmente falo muito sobre a minha descrença em deuses. Já postei algumas vezes o quanto já sofri e sofro preconceito por isso.

Certa vez alguém famoso, cujo o nome me foge a memória, disse algo mais ou menos assim: "Se uma religião é ridícula, não é porque milhões a seguem que ela vai deixar de ser ridícula". Não foram bem essas palavras, mas quer dizer isso no fundo. E quero demonstrar um pouco disso no post!

Eis alguns tópicos de comunidades do Orkut para rir e se perguntar como existe gente tão ignorante:
- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=55975&tid=5332570758405444874

- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=8442189&tid=5322973830194466596

- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=55975&tid=5337222139272966641

- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=55975&tid=5334776868430287625

- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1011369&tid=5337230973987974458

-http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=316440&tid=5330578370598480217&start=1

- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=6673915&tid=5212377683466953886&start=1

Aí estão somente algumas das pérolas, agora se você quer realmente rir é só procurar por mais, cada tópico tme uma pérola diferente!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vida saudável.

Pois é, minha gente, agora creio estar levando uma vida mais saudável. A cerca de duas semanas comecei com educação física no colégio e semana passada comecei no Taekwondo. 3kg em duas semanas.

Tô cansando muito, mas acabei pecando sábado com três doses de vodka, 2 de rum, um Sex On The Beach e um Cabeça Quente Shot Flambado. Fiquei meio tonto e talz, mas foi uma recaída que acontecerá poucas vezes.

Tô um tanto acima do peso e quero queimar tudo até o fim do ano. Então é o seguinte, a partir de agora sempre estarei postando meu desenvolvimento.

Peso atual: 85kg.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Segunda-feira.

O asfalto molhado pela chuva da noite anterior, com poças d'água refletindo os enormes edifícios enquanto tenta tirar alguns minutos de sono com a cabeça recostada na janela do carro.

Em sua mente, o tedioso pensamente de mais um dia como todos os outros. Lamentando-se por ser segunda, tendo aquela nostalgia das besteiras que fez no dia anterior.

Segunda-feira e bocejava de sono. Poucas horas dormidas que não valeram de nada. Tentava lembrar da matéria que veria naquele dia, mas só conseguia pensar o quanto detestava trigonometria. Mal esperava a hora de quando chegasse no sábado, ou até sexta à tarde.

O começo de mais uma semana normal e rotineira. Escola, casa, inglês, natação. Umas merdas aqui e outras acolá.

Não acontecia nada demais em sua vida.

Certo dia resolveu que aquilo deveria ser diferente. Ao chegar da aula, ao meio dia, almoçou bife assado (o prato que sua mãe fazia toda segunda), foi ao seu quarto, trancou a porta e ligou o computador. Se masturbou uma última vez, e, sem suas roupas, abriu a janela de sua fortaleza do 16º andar do prédio. Num salto, sentiu o vento lhe esfriar o corpo, resolveu apenas abrir os olhos e para ver o chão. Não deu tempo.

E era só mais uma segunda-feira.

sábado, 9 de maio de 2009

A triste condição humana. Carpe diem.

Hoje tenho 16 anos, estou velho demais para aprender a andar de Skate ou tocar piano e ser realmente bom nisso.

Hoje é sábado e é tarde para que eu estude e tire um 10 na prova de segunda.

Hoje temos a raça humana se destruindo e é tarde demais para uma salvação milagrosa.

Infelizmente não estamos jogando video-game, não podemos voltar para ontem e mudar o amanhã.

Tudo bem eu não saber andar de skate pois sou bom em outras coisas.

Tudo bem eu ficar de recuperação no final do ano porque vou fazer de tudo para não reprovar.

Tudo bem a espécie humana ser destruída pois a Terra vai continuar aqui e as baratas sobrevivem à radioatividade.

A única coisa da qual eu não gosto é da idéia de saber que vou morrer. Não sei quando, como ou onde. Sei que quero amar, abraçar, beijar, beber, brincar, transar, festejar a minha vida, pois posso morrer a qualquer momento. E prefiro morrer numa festa do que numa biblioteca. O futuro certo é a morte, então que se foda.

Pobre, rico, preto, branco, azul, amarelo, todo mundo morre. Essa é a triste condição humana. Mas já dizia a música: "Sei que vou morrer, não sei o dia, levarei saudades da Maria. Sei que vou morrer, não sei a hora, levarei saudades da Aurora. Quero morrer numa batocada de bamba, na cadência bonita do samba".

Aproveite o dia, de noite você pode não estar vivo.

sábado, 21 de março de 2009

Ao som de um violão.

Não fazia a barba há três dias. O espelho do banheiro estava quebrado e sua mão cortada. A covardia ainda o impedia de fazer o que deveria ser feito. Na sua opinião a vida não havia mais sentido. Não, a vida fazia todo o sentido, mas não encontrava motivos para viver. O vinho já não tinha mais o mesmo sabor, nem sua pele o antigo desejo.

Pensava apenas numa pessoa. Precisava apenas de uma pessoa. Aquela com quem passou os momentos mais felizes de sua vida, aquela que lhe mostrou a felicidade de conviver a dois. Não se viam há uma semana. Uma última conversa e finalmente deixaria a lâmina de uma faca transpassar por seu pulso, com todo o vermelho saindo de seu corpo da mesma maneira que a felicidade lhe fugiu há uma maldita semana.

Sentado no sofá, aquele homem de cabelos pretos, com o desespero lhe vencendo, se chamava Zé.

Zé era um músico que cantava na noite, principalmente em barezinhos, com uma vida bohemia. Conhecia as músicas do Chico Buarque como ninguém. Em seu repertório não faltava Djavan, Toquinho e Cazuza. Sempre encontrou o conforto para seu desespero na música. Principalmente quando se tratava de sua vida amorosa. Mas nunca, em toda a sua curta história, ninguém decepcionou seu coração tanto assim. Uma última apresentação ainda seria necessária.

Se levantou do sofá, tomou banho, se arrumou, pegou as chaves do carro e logo dirigia para um barzinho que cantava toda terça-feira. Marcou com ele lá.

Banquinho, violão, pedidos de músicas em guardanapos amassados. As últimas notas de O Que Será, do Chico, foram seguidas por tímidos aplausos. A fumaça de cigarro, a cerveja que esquentava nas mesas, os risos das conversas cotidianas e aqueles que bebiam acompanhados de sua solidão.

Muitos afogavam as mágoas numa dose de uísque barato com muito gelo, Zé cantava suas mágoas ao som de um violão.

Pediu um intervalo ao público. Era a hora. Quando avistou Carlos numa mesa bebendo uma dose de Campari com limão, seu coração disparou. Se aproximou, sentou a sua frente e um nervosismo tentava lhe dominar. Deveria manter a calma, demonstrar que estava tudo bem.

- Como você tá, cara? - perguntou Carlos, no seu tom sutil, molhando os lábios com um gole no Campari.

- Tô bem. Tô ótimo. E contigo? - forçava uma calma assim como forçava um sorriso. Carlos o conhecia bem demais para saber o que se passava em sua mente.

- Cê sabe, Zé, minha vida profissional está indo muito bem.

- E amorosa? Tá saindo com alguém? - uma curiosidade pertubadora que o fazia falar merda. Não acreditava que estava sendo tão óbvio assim.

A quatro anos tocava naquele barzinho, há dois conheceu Carlos ali, naquela mesma mesa. Uma amizade que, no fim, se tornou muito mais que uma amizade. Um relacionamento que tinha tudo para dar realmente certo.

- Amanhã sai meu vôo para a Itália.

- Volta quando? - as respostas de Zé eram como reflexos, daqueles que sempre queremos nos livrar mas nunca conseguimos

- Não sei. Pretendo ficar lá até minha carreira se fixar.

Seus lábios começavam a secar. Agradecia aos céus por estar sentado, senão cairia de tão bambas que suas pernas estavam. As mãos com os dedos entrelaçados para não deixar que Carlos percebesse o quanto elas tremeriam se etivessem livres. E um silêncio começou a reinar naquela mesa.

- Mas vou vir sempre aqui para ver a família, amigos.

- Sei - disse Zé, num tom baixo.

- A gente podia se ver sempre. Como amigo.

"Claro", tentou responder. Não conseguia mais pronunciar palavras com mais de uma sílaba. Doía o silêncio que mais uma vez se arrastava até ali. Sem palavras. Sem saber o que fazer nem o que pensar. Esperou uma semana pelo maldito silêncio. As cordas do violão o chamavam.

- Tenho que ir, voltar a tocar. Adeus.

Carlos ainda abriu a boca para falar algo, porém, nada disse. Apenas escreveu com a Bic azul num guardanapo.

Preciso Dizer Que te Amo, do Cazuza. Foi a música que cantou ao ver seu grande amor pedir a conta. Cantando, seus pensamentos voavam. Talvez já pudesse desistir de viver sem arrependimentos, talvez fosse esperar um pouco mais para dar a última nota.

quarta-feira, 18 de março de 2009

As chaves do carro.

"Onde estão as chaves do carro?"

" Você procurou no móvel, Marcelo? Estava lá última vez que vi."

Ana passava maquiagem no rosto enquanto Marcleo terminava de vestir os sapatos. Era quarta-feira de manhã, ambos se arrumando para o trabalho. Um típico casal jovem, um advogado e uuma professora. Classe média, em dois anos de casamento finalmente começavam a fazer coisas que um casal comum faz: manter as aparências de casal feliz.

Marcelo se despediu de Ana, apenas com um simples "até de noite". Dois anos atrás seria com um selinho que terminaria com ambos suados e às pressas.

Na caragem, Marcelo apertou o botão do controle do alarme do carro, que piscou duas vezes.

Dirigia pela rua quando dá um tapinha na testa: havia esquecido de sua pasta na pressa de achar as chaves do carro. Rapidamente faz o retorno e acelera para pegar o sinal aberto. Péssima hora para ter o péssimo habito de não usar o sinto de segurança. Ao chocar com uma caminhonete, voôu pelo vidro e fraturou o crânio no asfalto.

Morreu.

O trânsito continuou.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O verdadeiro poder.



Muitas vezes olhamos para um político e dizemos: "esse cara é poderoso". Mas, na verdade, nesses tempos de hoje, qual seria o poder?

O verdadeiro poder se resume em convencer as outras pessoas de que o que você fala é o certo. Um bom exemplo disso é o de Hitler. A Alemanha estava fodida, a economia praticamente na mão dos judeus. Então o bigodinho disse que a raça ariana era superior e o resto da história todos nós já conhecemos. O que importa foi que ele convenceu várias pessoas de que estava certo e não forçou.

Vou usar um exemplo que meu professor de filosofia disse: fulano quer que ciclano faça algo, mas fulano não quer, então ciclano mete a porrada no fulano que faz o que ciclano queria, mas na hora que puder o fulano vai trair o ciclano. Mas agora se ciclano convencer o fulano a fazer aquilo fulano faz com orgulho. Meio confuso, porém, uma boa forma de explicar. Eu acho.

O poder do argumento é maior que a força bruta. Conquistar é mais eficaz que forçar. O carisma e a coveniência ajuda bastante nisso.

No Brasil o maior poder não está nas mãos do governo, mas sim nas mãos da imprensa. Para ser mais exato nas mãos da Rede Globo. Roberto Marinho, enquanto vivo, praticamente mandava no Brasil. Só lembrar das eleições em que a globo transmitiu somente uma parte do debate para presidência, favorecendo apenas um candidato. O resultado? Fernando Collor no poder.

O povo só tem opinião sobre aquilo que conhece, e só conhece aquilo que lhe é transmitido. Hoje há alienação como novelas e programas como Big Brother Brasil, onde deixam pessoas trancadas numa casa para se divertir e, no fim, um dos paricipantes ganhar uma boa quantia de dinheiro. Você liga, vota, participa de comunidades no orkut e a porra toda, E para quê? O cara em que você votou vai dividir o dinheiro contigo? Se quer ver "o show da vida" comece a perceber seu cotidiano.

Na ditadura militar houve a censura. O nível das escolas públicas caiu. Tudo isso para quê? Para deixar o povo burro. A diferença é que naquele tempo as pessoas tinham a cabeça no lugar. Hoje não. Nem se dão conta de como são manipuladas. A novela das oito transmitida na TV Globo é o programa que mais rende audiência no Brasil, ou seja, o que manipula mais. E as pessoas nem se dão conta disso. Ficam felizes até. Tenho pena dessas pessoas.

Muitas pessoas não gostam e até consideram uma alienação. Sou leigo e não tenho o direito de falar sobre isso, jamais vivi, mas li um pouco e venho com a cara de pau para falar sobre o funk carioca. É uma linguagem do povo para o povo, só entende quem vive. É a realidade retratada pela música e julgada por quem não entende nada. Dizem que o funk faz apologia a drogas e violência. Mas é apenas o cotidiano de pessoas que são obrigadas a conviver com isso porque o governo está falho e não pensa em investir na educação para abolir a marginalidade.

Vamos supor que uma garota foi estuprada. Agora devemos ouvir a versão do estuprador, certo? Afinal, ele é inocente até que se pro o contrário.
"Eu tava andando quando ela começou a olhar para mim. Começou a me provocar, falando de jeito sensual e tudo o mais. Dava tudo a entender que queria ficar comigo. Tentei resistir, mas que homem realmente conseguiria? Então ela diz que não quer e dá as costas. FIquei desesperado, louco, insano. Não sabia o que estava fazendo. Quando dei por mim eu já estava por cima dela. Tentei me controlar mas não consegui! Se ela não tivesse me provocado na disso teria em acontecido. Ela insinuou que queria algo comigo e eu acabei faltando ao trabalho e fazendo algo horrível. Que Deus me perdoe e que cuide dela."
Algo realmente comovente, não? Agora imagine num jornal, se você jamais souber da versão da garota estuprada, você simpatizaria com o estuprador?

Há um filme que se chama O Quarto Poder, com Dustin Hoffman e John Travolta. No filme um porteiro burro foi demitido de um museu em que um repórter sensacionalista estava com a equipe de transmissão. O porteiro saca uma arma e um circo é armado. Ele queria o emprego de volta e, mesmo sme querer, acaba fazendo um grupo de crianças como refém. Então o repórter, vendo à frente a oportunidade da sua vida, começa a criar todo um circo. Faz com que o porteiro demitido seja um herói, mas logo essa imagem começa a despencar. Mostra bem como a opinião pública pode ser manipulada e também como é frágil. Existem vários filmes desse tipo, um deles seria Um Dia de Cão.

Nas últimas eleições de 2006 para a presidência da república o povo se mostrou capaz de enchergar além da tela de uma televisão. Foi clara que a Globo não queria a reeleição do Lula. Durante as eleições todo o sensacionalismo global estava direcionado a tudo de ruim que aconteceu no mandato do presidente. E ainda teve a cara de pau de colocar a minisérie JK no ar, onde retratava a vida de Juscelino Kubitschek como um político perfeitoe honesto, tudo isso fazendo campanha indiretamente para o tucano Geraldo Alckmin.

Naquela épocaE se a Globo tem o poder de manipular as pessoas imagine a religião. Séculos atrás não havia televisão, mas havia a "palavra de 'Deus'", que embriagava e embriaga até hoje mentes sem o ceticismo, porém com o temor, de indagar a existência de seres da terra do faz-de-conta. um padre era alguém com ligação direta ao tal "Deus". Hoje nós podemos ver gente dando tudo o que tem para a igreja porque o pastor diz que o Senhor quer assim. O meu ovo esquerdo, esses merdas só querem enganar pessoas sem educação.

Quantas vidas não seriam salvas se fossem realizadas as pesquisas com células-tronco? Milhares! Mas não, a religião não permite, taí para atrapalhar a vida de várias pessoas. Um menino com câncer e os pais não tratam porque é a vontade de Deus e os médicos são demônios. Poupe-me.

O dinheiro. Talvez esse seja um dos maiores poderes que se pode existir. Comprar amigos influentes, se tornar influente. Hoje o preconceito é puramente financeiro. Se o cara é homofóbico vai tratar igual o cara que é gay e é dono de uma empresa multinacional e um outro cara gay que é zelador do prédio? Creio que não. Com dinheiro pode-se comprar a opinião. Subornar um diretor de televisão e conseguir se eleger através da mídia é possível. Por mais que a imprensa influencie e forme a opinião das pessoas, o dinheiro as compra. Um cara sem muito dinheiro vê que político X tem boas propostas, parece honesto e tudo o mais, resolve votar nele, mas se vem político Y e solta o dinheiro, querendo comprar o voto, em quem que o cara vai votar?

Educação é algo que se vê o resultado a longo prazo. Não dá voto. E mesmo se desse, a população ficaria mais esperta, o nível de intelectualidade aumentaria, as pessoas saberiam em quem votar. Fariam boas faucldades e conseguiriam bons empregos. Não precisariam vender os votos. E o político que quer mamar no governo fica na merda. Educação melhora e diminui a marginalidade. Acabaria com as promessas de políticos como dar empregos, iminuir a fome, etc. No fim, seria péssimo para a chamada politicagem. E o pior é que no Japão, após a guerra, tava fodido. Ajeitou a educação e em menos de 50 anos já estava entre as grandes potências mundiais.

"Os fins justificam os meios", já dizia Maquiavel. E se o seu objetivo é chegar ao poder não importa o que você faça, só importa quando já estiver lá em cima. Não é assim que tem que ser?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fotografias em preto e branco.

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas por todo esse tempo sem postar nada aui no blog. Nesses últimos dias estou sme muita inspiração para escrever nada, mas tô aprendendo a usar as funções da minha máquina da maneira certa.

Mas posso ir adiantando que, na minha cabeça, preparo uma continuação para o conto da Vida e da Morte, inserindo personagens baseados na mitologia grega.

Enfim, agora vamos às fotos! Porra, quem não curte fotos em preto e branco? Pelo menos eu gosto, é charmosa e pega bem em quase tudo.

Já tem algum tempo que tirei essas fotos. São coisas aleatórias. Certo dia tava na casa da minha avó, quando eu ainda morava lá, e comecei a fotografar cadeiras, mesas, etc. Tudo isso na intenção de mostrar várias coisas que passam despercebidas no nosso dia-a-dia. Ah, e para a alegria da mulherada tem até uma foto minha no espelho.

Sem mais enrolação, agora vamos às fotos!








segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Primeiro dia de aula...

Pois é, meu caro leitor (se é que alguém ler esse blog), como disse num post anterios, as férias acabaram. As aulas recomeçaram (para mim elas rerecomeçaram). Mas até que não foi tãããão ruim. Acho até que foi legal.

Primeira aula foi de química, professor tá mor limpeza agora. Dias atrás eu tava vendo o Orkut do cara, só tinha foto dele bêbado em embriaguez ou em quase coma alcoólico. Então, para brincar, sem esperança de obter resposta, eu coloco um comentário numa foto: "Professor, qual a fórmula da cachaça?". Pois é. Ele respondeu. Não, não foi me enviando um recado, mas sim dando um exemplo na aula. Sobre misturas, substâncias e todos os outros assuntos que me dão alergia.

"Gente, não sei se vocês tem msn, Orkut, mas enfim. Um aluno meu chegou e deixou uma menssagem perguntando a fórmula da cachaça...", pois é, instantâneamente, levantei o braço. Toooodo mundo olhou e começou a rir. Uma garota, na frente (eu sento beeeem atrás) gritou: "E pra que tu quer saber a fórmula da cachaça, menino?", "Pra fabricar", retruquei. Então, o professor colocou no quadro bem grande a fórmula do álcool etílico, que, segundo ele, é C2H3OH (é, eu anotei algo da aula de química, pode zoar).

Agooora... bem, sempre tem algumas coisas não tão boas. Uma delas, por exemplo, é que a minha sala é minúscula. Ah, claro, e a mentalidade das pessoas, muita gente infantil demais.

No intervalo, pelo menos, pude conversar com alguns rostos conhecidos, gente fina. Mas agora tô pensando em mudar de classe, ir para uma que é formada apenas por novatos. Talvez seja melhor eu me enturmar com pessoas não tão conhecidas.

Ao decorrer do ano, quem sabe, coloco mais alguma postagem sobre o tema escola. Bem, é isso, volte sempre.

Porra, agora é foda... quando fica sem assunto... mas beleza... consigo dizer "até a próxima"...

Vocês querem que eu comente algo sobre futebol? Não? Ah... pena...

Bem... é isso...

"Até a próxima!!!"

domingo, 25 de janeiro de 2009

Último dia de férias.

Nessas férias acho que eu realmente me diverti pra caralho. Do meio do ano para cá festejei o que tinha para festejar, bebi o que tinha para beber.

Não me arrependo de muitas coisas, só de não ter comemorado mais a vida. Ah, claro, e de beber muito uísque barato, pior que cachaça, coisa que pretendo nunca mais fazer.

Não levarei muita ressaca moral das férias para o começo desse ano letivo. Ah, claro, talvez seja bom (para você) relembrar que fui reprovado. Bem, é algo que, por motivos pessoais, seja até bom. Tenho lá umas paradas pendentes a resolver. E, oras, eu gosto de fazer as coisas bem feito! Por isso farei duas vezes!

Falando sério, agora. Depois de muito tempo, eu posso dizer: "hoje eu sou feliz". Serei uma nova pessoa, um novo Pedro. Tentarei agir de diferente modo do que eu agi no último ano letivo, ser mais eu, deixar de lado essa timidez que me prende atrás de um computador. Se você é do tipo que fica o dia "teclando", eu te aconselho a viver a vida! Afinal, como eu disse em um texto certa vez, "viver a vida é uma arte e não pleonasmo".

A qualquer momento eu posso morrer, assim como você sofre desse mesmo risco qualquer um que está entre nós também sofre. Qual o problema de tentar ser feliz se divertindo? Bebendo, transando, dançando? Viva como uma pessoa comum, não como uma pessoa hipócrita que tenta passar uma falsa cara de santa para se manter nas regras de uma sociedade corrupta onde cada um só é avaliado pelo que tem.

É dia uma revolução que precisamos, tirar o poder dos gordos traseiros que mandam e desmandam, roubas e corropem a sociedade brasileira! Somos filhos deste solo, és mãe gentil! Vamos tomar todo este dinheiro roubado e sujo e queimar! Vamos destruir as casas destes bandidos de gravata, fazê-los sofrer tudo o que eles nos fizeram sofrer! Por tudo o que nós tivemos que engulir, que eles paguem em dobro!

Certo, acho que agora fui radical demais. Melhor não considerar o parágrafo acima com taaaanta seriedade. Enfim, bom ano letivo para quem também começa segunda a vida normal e tediosa. Amanhã posto como foi o primeiro dia de aula de um repetente!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Resquícios de sábado à noite.

Banho de mar, carangueijo na praia, choverada, balde d'água de gelo na cabeça, copo de cerveja. Tudo programa de domingo à tarde, mais para uma hora ou meio-dia. Tudo fluindo de vento em poupa para matar a ressaca dos litros de uísque barato nas veias do dia anterior. Cada um tem seu jeito de fazer aquela sede que vem junto daquela dorzinha de cabeça e embrulhado no estômago passar.

Porém, nem sempre podemos contar com isso.

É duro lembrar das merdas de sábado à noite. Numa hora você tá meio alto, fazendo isso, aquilo, então você apaga, perde o controle do seu corpo. Acontece nas melhores famílias.

Não se pode curar a ressaca moral, um dos piores sentimentos do domingo à tarde. Não é para qualquer um, não, meu véi. Você acha que tá tudo bem quando se dá conta que não se lembra o que fez na porra do sábado à noite, só lembra de ter bodado e visto aquela pessoa que provavelmente contará que te viu bebendo para a sua mão.

E se vem neguinho te falar que você ficou com uma mina gatinha e você não sabe se é ou não verdade?

Ou se você fica lembrando daquela garota, gritando seu nome e mandando pessoas ligarem para ela sendo que ninguém conhece?

Resquícios de sábado à noite...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E essa geração iPod...

Nos anos '70, tivemos a Geração Hippie, os melhores rocks e as melhores ervas, e uma das melhores fases da MPB. Nos anos '80, a era Hollywood Pós-Vietnã, livros sacanas com muita putaria, seja Sidney Sheldon ou Harold Robbins, e algumas boas músicas aqui no Brail. A Geração Coca-Cola veio nos anos '90, algumas boas músicas, alguns bons filmes e alguns bons livros. Hoje, nos anos 2000, temos essa maravilhosa Geração iPod!

Pois é. Nada de Chico, na de Cazuza, nada de Cássia. Hoje temos algumas coisas nada agradáveis como My Chemical Romance, NX Zero e o CRÉÉÉÉÉÉU. Filmes como High School Musical, Hannah Montana. Livros como Crepúsculo. Claro, coisas ruins estão aí até hoje e estiveram presentes em todas as épocas. Mas aí já é demais...

Essa moda, agora, de "EMOs" está dando o que falar. Aqui em Fortaleza, pelo menos, dezenas de pessoas se encontram na Praça Portugal, localizada em bairro nobre da cidade. Nada contra, eu até respeito, mas longe de mim, pelamordedeus. Peco, pois até que tem umas garotas bem bonitinhas nessa nova tribo, mas aí já são outros quinhentos.

Forró. Bem, eu até que gosto em festas, ótimo ritmo para dançar, e tem versões legais de músicas conhecidas. Mas tem gente fanática, da medo, véi! Não sou de escutar muito em casa, no meu dia-a-dia, mas amo multidões, admito.

Bem, não é a questão musical que mais me preocupa nessa atual Geração iPod. O que me preocupa é algo bem pior, a visão que muitas pessoas têm do mundo. Dá certa raiva ver uma patricinha reclamando que não tem o celular mais moderno, sendo que do outro lado do vidro do carro a uma criança desnutrida pedindo um trocado. Ou um pai de família que vê os filhos chorarem à noite porque não comeram nada o dia todo.

As pessoas olham demais para o próprio bolso, para os próprios problemas, e muitas vezes não percebem a sorte de ter pais amorosos e um prato na mesa todo dia.

Já vi gente fazer piada com as mortes na África, sendo que tudo o que lhe importava naquele momento era terminar um jogo de video-game. Ainda descubro porque esse tipo de pessoa acha que a própria vida é mais importante, ou tme maior valor, que a de outras pessoas. Talvez seja mais fácil ignorar os problemas do que resolvê-los.

Um gordo BigMac com carne de plástico e uma geladíssima Coca-Cola, enquanto inocentes morrem no Iraque.

sábado, 6 de dezembro de 2008

06 de Dezembro

Hum. É, eu sei o que você está imaginando: "Mas que merda significa 6 de dezembro?"
Pois é, hoje seria o grande dia do meu aniversário (que na verdade seria apenas dia 7, mas preferi comemorar dia 6), aliás, será. Mas porra, eu olho para trás, e me sinto o mesmo merdão infantil de quase um ano atrás. Parece que vou, mais uma vez, completar 15 anos de idade. Será esquisito, uma vez longe de onde passei meus últimos três aniversários.
Mais um ano de vida, menos um ano na vida. Coisas boas, ruins, coisas "mais ou menos". De seis meses para cá, aconteceram várias coisas, lágrimas de tristeza e de alegria passaram pelo meu rosto. Amadureci sem perceber, pancadas que quase me derrubaram, braços que me reergueram. Devo muito a muitos.
No começo do ano, era um cara idiota que ficava zoando os outros numa tremenda infantilidade. Certo, ainda faço isso, mas com certa moderação. Conheci pessoas novas, principalmente dis amigos, os quais tenho certa afeição.
Na primeira semana de aula, tinha um cara de 1.80m de altura na minha classe, parecia um monstro, com barba mal feita e um cabelo muito loucão. Eu tava na minha, anti-social como sempre. Hora do intervalo e eu apenas sentado no banco, quando o cara de repente senta do meu lado. Sem olhá-lo diretamente, apenas falo: "Beleza?", e aí foi o início de uma amizade.
Outra, eu tava mais uma vez na minha, apenas observando, quando notei uma certa garota lendo um livro de Harry Potter, o qual eu jpa havia lido. Porra, deu uma baita vontade de contar o final, mas não o fiz. Depois, enquanto rabiscava meu caderno, a tal garota veio perguntar o que eu tava desenhando (ela viu e ainda riu do meu desenho, humpf!). Eu fazia merda nenhuma, e, de repente, ela pede preu mexer a perna para ficar numa posição pra ela me desenhar melhor. Fiquei amis amigo dela quando o "monstro de 1.80m" foi no banheiro e eu fiquei na porta da sala, então ela veio puxar assunto. Hoje, realmente, é uma grande amiga, uma das poucas pessoas que posso dizer que me conhece bem.
Após a morte do meu pai, em maio, evento o qual não gostaria de comentar agora, realmente pude conhecer mais a minha família, dando a mesma abertura para que me conhecessem melhor. Saí mais com meus primos, chorei o que tinha para chorar, ri o que tinha para rir. Fui feliz.
Um ano, não, seis meses inesquecíveis. Os seis meses mais curtos e mais longos que já tive na vida. Coisas acontecem ao acaso, diria. Mas aê olho o calendário. Seis meses que me divirto, mas sete meses que sofro. Porra, meu pai, meu herói, "meu capitão". Eu gostaria que ele estivesse aqui. O meu "véi", como eu o chamava. Sempre gostou de organizar meu aniversário. Nunca deixava passar em branco. Fazia com a minha madrinha nem que fosse um bacalhau para os amigos jantarem. Ainda tenho a visão de quando ele, certa vez, me chamou. Eu saí do computador e fui até ele, deitei em sua rede e começamos a jogar conversa ao vento. Lembro de como seu cabelo era fino, e como sua barba era áspera e de como seu bigode era grisalho. Já o chamei de várias coisas, ams sempre em carinho: Véi, Pirão, Gereba, etc. Mas sempre gostava de chamá-lo de Pai. Porra, o cara era foda.
Sei que ele não é o herói que sempre pensei que fosse. Era homem, humano. Tinha suas falhas. Mas um bohêmio que amava mesa de bar, amigos, conversas, política. Um formador de opiniões. Tinha lá suas esquisitices, chegava em casa com minha mãe depois duma reunião com os amigo num barzinho e logo preparava um leite com Toddy e sanduíche de patê de atum ou sardinha.
2008, um ano que ficará na história. Meus quinze anos foram longos. Não sei como será 2009, com meus dezesseis. Espero que melhor, mais farra, mais coisas boas. Mais um ano se passa na minha vida, um ano que jamais voltará. Lágrimas e sorrisos. Fiz muita merda, mas também acertei lá algumas coisas.
C'est la vie!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Folha do Tédio

Pô, quem nunca sentiu um puta tédio e ficou sme nada pra fazer? Pois é, neste exato momento, em 12 de novembro de 2008, às 19:30 da noite, tô sentindo isso.

O tédio é algo realmente... tedioso. Um bom exemplo é aqueeeela aula de física chata. O profesor falando sobre termologia, delta isso, delta aquilo, e você viajando em seus pensamentos... mas aê, o tédio lhe invade! E porra, a gente o sente mais rápido que peido em elevador. Dá aquele sono, então cê lembra que não dormiu bem a noite passada, e quando você vê o professor tá te cutucando o ombro pra te acordar. Geralmente levo um livro ou uma revista em quadrinhos, é bom para passar o tempo, sacas? Mas também gosto de escrever. Em aulas de química principalmente. Sinto-me realmente inspirado! Boas histórias já saíram dessa minha mente insana.

109º aniversário daquele tio que você nem ao menos conhece direito. Tias velhas e chatas te olhando como se você fosse uma criança. "De quem é esse?", "É da fulana!", "Valhe-me Deus, como ele cresceu, eu o vi quando era desse tamanho aqui...". Geralmente é bom levar um GameBoy, um Nitendo DS ou iPod, pois realmente seria algo preciso para distrair o tempo daquela sua preciosa tarde em que você teria dormido tão tranqüilamente.

Enfim, o tédio faz parte da minha vida, assim como faz parte da sua, da dele e de todos nós. Então, quando cê estiver na frente do computador e não agüentar mais ver vídeos de putaria, o tédio vai aumentar, daê cê pode acessar aqui e sentir ainda mais tédio! Tédio! Tédio! Tédio!!!