sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Vodca.

E neste mundo sóbrio em que vivemos até parece realmente que a última gota de álcool existente já foi diluída nas veias do último bêbado que chora por sua amada perdida.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E essa geração iPod...

Nos anos '70, tivemos a Geração Hippie, os melhores rocks e as melhores ervas, e uma das melhores fases da MPB. Nos anos '80, a era Hollywood Pós-Vietnã, livros sacanas com muita putaria, seja Sidney Sheldon ou Harold Robbins, e algumas boas músicas aqui no Brail. A Geração Coca-Cola veio nos anos '90, algumas boas músicas, alguns bons filmes e alguns bons livros. Hoje, nos anos 2000, temos essa maravilhosa Geração iPod!

Pois é. Nada de Chico, na de Cazuza, nada de Cássia. Hoje temos algumas coisas nada agradáveis como My Chemical Romance, NX Zero e o CRÉÉÉÉÉÉU. Filmes como High School Musical, Hannah Montana. Livros como Crepúsculo. Claro, coisas ruins estão aí até hoje e estiveram presentes em todas as épocas. Mas aí já é demais...

Essa moda, agora, de "EMOs" está dando o que falar. Aqui em Fortaleza, pelo menos, dezenas de pessoas se encontram na Praça Portugal, localizada em bairro nobre da cidade. Nada contra, eu até respeito, mas longe de mim, pelamordedeus. Peco, pois até que tem umas garotas bem bonitinhas nessa nova tribo, mas aí já são outros quinhentos.

Forró. Bem, eu até que gosto em festas, ótimo ritmo para dançar, e tem versões legais de músicas conhecidas. Mas tem gente fanática, da medo, véi! Não sou de escutar muito em casa, no meu dia-a-dia, mas amo multidões, admito.

Bem, não é a questão musical que mais me preocupa nessa atual Geração iPod. O que me preocupa é algo bem pior, a visão que muitas pessoas têm do mundo. Dá certa raiva ver uma patricinha reclamando que não tem o celular mais moderno, sendo que do outro lado do vidro do carro a uma criança desnutrida pedindo um trocado. Ou um pai de família que vê os filhos chorarem à noite porque não comeram nada o dia todo.

As pessoas olham demais para o próprio bolso, para os próprios problemas, e muitas vezes não percebem a sorte de ter pais amorosos e um prato na mesa todo dia.

Já vi gente fazer piada com as mortes na África, sendo que tudo o que lhe importava naquele momento era terminar um jogo de video-game. Ainda descubro porque esse tipo de pessoa acha que a própria vida é mais importante, ou tme maior valor, que a de outras pessoas. Talvez seja mais fácil ignorar os problemas do que resolvê-los.

Um gordo BigMac com carne de plástico e uma geladíssima Coca-Cola, enquanto inocentes morrem no Iraque.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Liberdade.

Acabei de ser reprovado. Vou repetir o ano letivo. Na verdade, não estou ligando para isso. Para mim, o que realmente pode ser chato, é o fato da minha mãe me privar de certas coisas. Faz tempo que não ligo para o que ela fala. E tenho lá meus motivos para isso, que é melhor nem comentar. O que ela pode fazer contra mim? Me dar uma surra? Bem, pro cavalão de 16 anos que sou aqui, é meio difícil que consiga mudar algo. O que ela acha que vou fazr, se apanhar, chorar? Tanto faz. Ela pode impedir que eu saia com meus amigo. Isso pode ser chato, mas agüento numa boa. Estou em Prisão Domiciliar, filha.

Ela pode e vai me sentir chateado e só. Eu até gosto de ficar só, de não sair de casa, mas quando tenho opção. E não terei esse luxo. É chato? É, e muito. Mas ela jamais conseguirá mudar minha ideologia, jamais pensarei o que ela quer que eu pense. A maior raiva dela, talvez, seja que ela é super crente em Deus, e eu já não gosto da idéia de um homem invisível no céu vigiando tudo o que faço.

Um lápis e um caderno, minhas idéias num papel é a minha liberdade, ainda mais se eu puder escutar as mpusicas que gosto. Só. A verdadeira sensação de liberdade é ficar pelado na frente de um ventilador e de olhos fechados.

Acredito que independência pode não significar a verdadeira liberdade, e sim fazer o que quer quando quiser. Tá, isso pode ser chamaod de liberdade, mas termina quando começa a liberdade do vizinho. A sociedade é o que pode realmente nos prender. Ela nos obriga a fazer isso, aquilo, a termos vidas hipócritas e tediosas. "Nascer, reproduzir e morrer". Desde criança nos dizem o que pensar. A pessoa só será realmente livre quando souber realmente o que quer pensar. Quando formar sua ideologia.

Uma revolução é do que precisamos, contra os hipócritas e corruptos. Por maior que seja a dor, ou mesmo por algo coveniente, devemos falar algo. Mas devemos tomar cuidado, nossos pensamentos são aprisionados pela sociedade. Falamos e agimos do jeito que eles querem. E para eles, pouco importa o que pensamos. Mentir e acreditar na própria mentira, ensinando o mesmo para seus filhos.

Sem mais.

Pai.

9 meses, 5 dias. 9 meses e 5 dias, e em nenhum momento parei de me lembrar de ti, meu véi. Saudades que me marcam. Porra, cara, como que você fez uma sacanagem dessas comigo? ISSO NÃO FOI JUSTO!!!

Eu só queria mais uma vez poder te abraçar, te beijar, dizer que te amo. Merda! Como que vcê foi morrer e me abandonou aqui? Cara, você fez uma cagada das grandes! Choro de raiva, raiva por você ter morrido. Eu te quero de volta, você tem que voltar! Tô nem vendo, te quero de volta! QUERO! Cansei de esmurrar a parede, quero ouvir tua voz me chamando, sua risada. Você chegando em casa e tomando Toddy com sanduíche de sardinha.

Pai, meu Capitão, volta, quero muito ficar contigo, ouvir seus conselho, PORRA MEU VÉI! Te amo mais que tudo, mas uma sacanagem dessa num se faz. Eu te amo, mas quero você aqui, comigo, nem que seja para dar bronca de quando eu faço merda. Essa saudade no meu peito não sai, queria só te ter aqui, do meu lado...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Agora eu vou contar uma história de conto de fadas.

Estava de noite. (Tá, eu sei que uma história tem que começar com "era uma vez...", mas prefiro "estava de noite", afinal, é à noite onde as melhores histórias ocorrem). A nossa princesa não andava pelo castelo, mas sim por uma calçada. Ela não usava vestido longo e azul, mas mini-saia e salto-alto. Não tinha uma fada madrinha, mas tinha um cara gordo e careca que lhe dizia o que fazer e dava permissão e proteção a outras vária princesas naquela área imunda da cidade.

Agora, chegamos na parte do príncipe encantado. Não, ele não chegou montando um cavalo branco, e sim dirigindo um Golf prata com aro vinte e som no porta-mala. Quando a nossa princesa colocou o rosto no vidro do carro, possuía maquilagem pesada para esconder o olho roxo, presente da nossa "fada madrinha". E ela logo entrou no carro, e foram Felizes Para Sempre. Não, nossa história não acaba aqui, Felizes Para Sempre é o nome do motel mais próximo.

O beijo? Não, ela não beija em serviço; e o nosso príncipe, que tem hálito de cerveja e maconha, não quer saber de beijar. Se ele quisesse beijar, beijaria a Bruxa Malvada, sua noiva burguesa. (É melhor pularmos para a próxima parte, pois não quero que o blog seja sensurado).

Agora, caros leitores, a nossa princesa volta para o seu castelo, aquela mesma rua imunda onde estava parágrafos atrás. O dinheiro que ganhou do príncipe vai para o gordo careca, que tira duas das sete notas e dá para a nossa protagonista. Com esse dinheiro, ela volta para casa de ônibus.

Em casa, olha se o filho está dormindo. Guarda o dinheiro. Depois vai para a cozinha, comendo o que sobrou do almoço após requentar no microondas que já está na sétima das dez prestações. Deita no sofá, chorando a vida e lamentando-se de tudo, tu que tentava ams não podia dar ao seu filho. Queria morrer, mas não podia, deveria cuidar do garoto. O pai era honesto, não era um cliente, mas depois de um mês sumiu. Quando deu por si, já estava amanhecendo.

Rapidamente fez o lanche do garoto, deixando-o na escola em seguida. Foi para o trabalho de diarista, onde consegue um pouco de dinheiro. Depois, no almoço, pegou o filho e deixou na casa da avó. Depois coltou ao emprego de diarista. Não tardou para que acabasse, então pegou o garoto na casa da mãe e deixou em casa. Rezando para que o garoto dormisse, logo se arrumou e voltou para seu castelo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

FELIZ ANO-NOVO!!!

Pois é. Eu poderia dizer algo como "ano-novo, vida-nova". Mas, acredite, sua vida não vai mudar, no máximo muda pra pior. Sempre somos hipócritas, tentando largar vícios e prometendo a nós mesmos que vamos fazer isso, deixar de fazer aquilo. Não se iluda. Tente mudar todo dia. Os anos passam tão bem quanto os dias, os minutos, as horas. É impossível mudar atitud de um dia para o outro.

Temos piadinhas daquela tia como "Nossa, quanto tempo! Última vez que te vi foi ano passado!", mas não tem problema, essa tia ainda vai fazer piadinhas como "É Pavê ou é pra cumê?", "Quem tá na ponta da mesa paga a conta!", etc, etc, etc.

Bem, mas agora falando de mim, afinal, essa merda ainda é minha, apesar de ninguém ler. Passei na Beira-Mar com a Taís e um primo dela e a Dona Célia (Mãe da Taís, uma pessoa bem simpática, até!) . Até que foi legal. Os fogos e talz, foi bonito pacas. Certo, eu cansei meu braço segurando o celular que filmava tudo, mas enfim. Depois coloco no YouTube e posto nessa budega.

Os FOGOS! VAMOS FALAR DOS FOGOS! Tipo, eu mesmo sempre soube que o dinheiro dos postos eram queimados, ams devo admitir, foram bonitos pra caralho! Cada clarão no céu, uma lembraça de 2008 que vinha à tona, e que se apagava e deixava a fumaça no céu, sua marca, levada pela brisa noturna do mar. (Certo, não é tão poético assim, são só fogos).

Enfim, cara, é issaê! 2009, porra! 2008 passou e ninguém percebeu, imagine só a partir de agora! 2010 vai passar ainda mais rápido. Tudo piora antes de melhorar, mas, caso não melhore, erga a cabeça, estufe o peido e diga a si mesmo: é, agora fodeu.

P.S.: 1º dia do ano sem estar de ressaca!

sábado, 6 de dezembro de 2008

06 de Dezembro

Hum. É, eu sei o que você está imaginando: "Mas que merda significa 6 de dezembro?"
Pois é, hoje seria o grande dia do meu aniversário (que na verdade seria apenas dia 7, mas preferi comemorar dia 6), aliás, será. Mas porra, eu olho para trás, e me sinto o mesmo merdão infantil de quase um ano atrás. Parece que vou, mais uma vez, completar 15 anos de idade. Será esquisito, uma vez longe de onde passei meus últimos três aniversários.
Mais um ano de vida, menos um ano na vida. Coisas boas, ruins, coisas "mais ou menos". De seis meses para cá, aconteceram várias coisas, lágrimas de tristeza e de alegria passaram pelo meu rosto. Amadureci sem perceber, pancadas que quase me derrubaram, braços que me reergueram. Devo muito a muitos.
No começo do ano, era um cara idiota que ficava zoando os outros numa tremenda infantilidade. Certo, ainda faço isso, mas com certa moderação. Conheci pessoas novas, principalmente dis amigos, os quais tenho certa afeição.
Na primeira semana de aula, tinha um cara de 1.80m de altura na minha classe, parecia um monstro, com barba mal feita e um cabelo muito loucão. Eu tava na minha, anti-social como sempre. Hora do intervalo e eu apenas sentado no banco, quando o cara de repente senta do meu lado. Sem olhá-lo diretamente, apenas falo: "Beleza?", e aí foi o início de uma amizade.
Outra, eu tava mais uma vez na minha, apenas observando, quando notei uma certa garota lendo um livro de Harry Potter, o qual eu jpa havia lido. Porra, deu uma baita vontade de contar o final, mas não o fiz. Depois, enquanto rabiscava meu caderno, a tal garota veio perguntar o que eu tava desenhando (ela viu e ainda riu do meu desenho, humpf!). Eu fazia merda nenhuma, e, de repente, ela pede preu mexer a perna para ficar numa posição pra ela me desenhar melhor. Fiquei amis amigo dela quando o "monstro de 1.80m" foi no banheiro e eu fiquei na porta da sala, então ela veio puxar assunto. Hoje, realmente, é uma grande amiga, uma das poucas pessoas que posso dizer que me conhece bem.
Após a morte do meu pai, em maio, evento o qual não gostaria de comentar agora, realmente pude conhecer mais a minha família, dando a mesma abertura para que me conhecessem melhor. Saí mais com meus primos, chorei o que tinha para chorar, ri o que tinha para rir. Fui feliz.
Um ano, não, seis meses inesquecíveis. Os seis meses mais curtos e mais longos que já tive na vida. Coisas acontecem ao acaso, diria. Mas aê olho o calendário. Seis meses que me divirto, mas sete meses que sofro. Porra, meu pai, meu herói, "meu capitão". Eu gostaria que ele estivesse aqui. O meu "véi", como eu o chamava. Sempre gostou de organizar meu aniversário. Nunca deixava passar em branco. Fazia com a minha madrinha nem que fosse um bacalhau para os amigos jantarem. Ainda tenho a visão de quando ele, certa vez, me chamou. Eu saí do computador e fui até ele, deitei em sua rede e começamos a jogar conversa ao vento. Lembro de como seu cabelo era fino, e como sua barba era áspera e de como seu bigode era grisalho. Já o chamei de várias coisas, ams sempre em carinho: Véi, Pirão, Gereba, etc. Mas sempre gostava de chamá-lo de Pai. Porra, o cara era foda.
Sei que ele não é o herói que sempre pensei que fosse. Era homem, humano. Tinha suas falhas. Mas um bohêmio que amava mesa de bar, amigos, conversas, política. Um formador de opiniões. Tinha lá suas esquisitices, chegava em casa com minha mãe depois duma reunião com os amigo num barzinho e logo preparava um leite com Toddy e sanduíche de patê de atum ou sardinha.
2008, um ano que ficará na história. Meus quinze anos foram longos. Não sei como será 2009, com meus dezesseis. Espero que melhor, mais farra, mais coisas boas. Mais um ano se passa na minha vida, um ano que jamais voltará. Lágrimas e sorrisos. Fiz muita merda, mas também acertei lá algumas coisas.
C'est la vie!